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15 de julho de 2010

O que é um conto?

O conto é uma obra de ficção, um texto ficcional. Cria um universo de seres e acontecimentos de ficção, de fantasia ou imaginação. Como todos os textos de ficção, o conto apresenta um narrador, personagens, ponto de vista e enredo.

Classicamente, diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão. Mais curto que a novela ou o romance, o conto tem uma estrutura fechada, desenvolve uma história e tem apenas um clímax. Num romance, a trama desdobra-se em conflitos secundários, o que não acontece com o conto. O conto é conciso.

Por outro lado, o conto é um gênero literário que apresenta uma grande flexibilidade, podendo se aproximar da poesia e da crônica. Os historiadores afirmam que os ancestrais do conto são o mito, a lenda, a parábola, o conto de fadas e mesmo a anedota.

O primeiro passo para a compreensão de um conto é fazer uma leitura corrida do texto, do começo ao fim. Através dela verificamos a extensão do conto, a quantidade de parágrafos, as linhas gerais da história, a linguagem empregada pelo autor. Enfim, pegamos o "tom" do texto.

O conto quase nunca é publicado isoladamente. Geralmente ele faz parte de uma obra maior. Por exemplo, o conto "Uma Galinha", de Clarice Lispector, faz parte do livro "Laços de Família".

Depois dessas primeiras informações, podemos fazer uma leitura mais atenta do conto: elucidar vocábulos e expressões desconhecidas, esclarecer alusões e referências contidas no texto. Também podemos pensar no título do conto. Porque o autor escolheu este título? Este esforço de compreensão qualifica - e muito - a leitura. Torna o leitor mais sensível, mais esperto.

O passo seguinte é fazer a análise do texto. No momento da análise o leitor tem contato com as estruturas da obra, com a sua composição, com a sua organização interna. Para analisar o texto, é bom observar alguns aspectos da sua composição. Algumas perguntas são muito importantes: Quem? O que? Quando? Onde? Como?

Formular as perguntas e obter as respostas ajuda a conhecer o conto por dentro:

• Quais são os personagens principais?

• O que acontece na história?

• Em que tempo e em que lugar se passa a história narrada?

• E algo bem importante: Quem narra? De que jeito? O narrador conta de fora ou ele também é um dos personagens?

Ana Christina Damasceno

11 de julho de 2010

Sons e letras não são a mesma coisa.

Letras representam fonemas

Os sons da nossa fala são produzidos pelo aparelho fonador. Esses sons são chamados de "fonemas". Na escrita, representamos os fonemas por meio de letras.

Repare num exemplo. Quando digo "ai!", emito dois sons diferentes. Posso representá-los por duas letras, A e I. Nesse caso, cada letra representa um som.

Mas nem sempre é assim tão simples. Vamos observar um outro caso:

Saca



Casa

Se pensamos na letra S (esse), veremos que ela representa dois sons diferentes, um som de na palavra SACA e outro na palavra CASA. Esse exemplo mostra que existem letras que representam mais de um fonema.

Existem também casos de fonemas representados por mais de uma letra. Vejamos:

Poço



Osso

Nesse caso, tanto o Ç (ce cedilha) quanto os SS (dois esses) representam exatamente o mesmo som.

Há casos ainda mais curiosos. Há letras que não representam nenhum fonema, como a letra H (agá).

Alfabeto

O alfabeto português é composto de 23 letras, ordenadas numa determinada sequência.

A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z

Com essas letras, representamos todos os fonemas da língua portuguesa.

Além dessas letras utilizamos também, em abreviaturas, palavras estrangeiras e nomes próprios, mais três letras.

K Y W

Algumas letras representam apenas um fonema. É o caso do B, da D, do F, do L, por exemplo. Mas muitas vezes a relação entre os fonemas e as letras é um pouquinho mais complicada.

Um exemplo extremo é da letra X(xis), O xis pode ser lido de várias maneiras diferentes. Compare a palavra XOTE com a palavra EXATO. Bem diferente, não? Agora compare o som do xis na palavra ÊXTASE e na palavra TÁXI. Em cada uma dessas palavras, sons diferentes estão representados pela mesma letra.

Agora ficou mais fácil entender por que às vezes é difícil saber como escrever algumas. Aquelas velhas dúvidas(é com "x" ou com "ch"?) se devem ao fato tem uma mesma letra representar diferentes fonemas!

Ana Christina Damasceno

10 de julho de 2010

Dicas de Filmes: Uma Verdade Inconveniente e O Óleo de Lorenzo

Uma Verdade Inconveniente (2006)
Documentário no qual o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, apresenta uma série de fatos e dados sobre as condições climáticas e sobre o aquecimento global. Gore transmite a mensagem de que é preciso agir com urgência para proteger a Terra e impedir os efeitos das mudanças climáticas.

Ótimo filme para aprender as causas e conseqüências do aquecimento global. Excelente para refletir sobre que medidas mundiais podem ser tomadas para contornar essa situação, bem como de que forma cada um de nós pode contribuir para a causa.

O Óleo de Lorenzo (1992)

Um garoto levava uma vida normal até que, quando tinha seis anos, estranhas coisas aconteceram, pois ele passou a ter diversos problemas de ordem mental que foram diagnosticados como ALD (adrenoleucodistrofia), uma doença extremamente rara que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no máximo dois anos. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento para uma doença desta natureza. Assim, começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença. 

Sem dúvida, uma história de amor e superação. Uma história real capaz de mexer com seus sentimentos.

Moysés Lopes

Na Trilha dos Pais: O que há por trás das escolhas de quem segue os passos dos pais?

Astronauta, bailarina, jogador de futebol. Na infância era tudo tão fácil. Bastava gostar de alguma coisa e pronto: já tinha em mente o que ia ser quando crescer. Só que ao terminar o Ensino Médio, porém, você percebe que as coisas não são tão simples assim, já que a escolha da profissão é uma responsabilidade que vai moldar todo o seu futuro. No meio da dúvida e da angústia, muitos estudantes recorrem aos pais e esperam que o conselho deles seja a luz que faltava para traçar o seu caminho. É nessa hora que, para alguns, essa luz passa a ser o seu próprio norte. É o caso de quem decide seguir os passos dos pais. Mas há também quem já havia tomado a decisão de trilhar o mesmo caminho dos pais desde sempre.

Tem muita gente que pode até torcer o nariz e pensar "que falta de criatividade e até mesmo de personalidade", mas especialistas defendem que seguir os passos dos pais requer muita maturidade para saber que essa escolha deve ser feita por livre e espontânea vontade, jamais por pressão. Até mesmo porque esse estudante irá lidar com estigmas de ser o "filho de peixe", especialmente quando o "peixe grande" for um profissional bem sucedido e reconhecido por seu talento. "Não é errado ouvir conselhos dos pais, ao contrário, sem isso, é capaz de você se sentir abandonado. O que o estudante não pode deixar é que eles façam a escolha ou interfiram em sua decisão", defende a doutora em Psicologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e especialista em orientação vocacional, Dulce Helena Penna Soares.

Na opinião da psicóloga, quando os pais obtêm sucesso em suas carreiras, é natural que o filho se interesse pela profissão. No entanto, tal escolha precisa estar apoiada em outros fatores, como por exemplo, a vontade do estudante de desenvolver um bom trabalho numa área que é de seu interesse, não só por admiração aos pais. "É preciso que o jovem carregue consigo a vontade de trabalhar na área e desenvolver projetos seus para ser um profissional bem sucedido. Aí, a possibilidade de sucesso é grande", afirma Dulce. Para o coordenador do Nace, grupo independente de orientação vocacional localizado em São Paulo, Sílvio Bock, o estudante deve, sobretudo, ter liberdade de escolha. "A família não deve omitir opiniões, mas se pressionar para que o filho siga a mesma carreira e a decisão do jovem for tomada baseada apenas nisso, será uma péssima escolha", alerta. 
(Fonte: www.universia.com.br )

Moysés Lopes

9 de julho de 2010

Solicitação de isenção da taxa do vestibular da UESPI, tem prazo prorrogado...Aproveitem!

A Pró-reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Acadêmicos (PREX/ UESPI) informa que o período para a solicitação do pedido de isenção da taxa de inscrição do vestibular 2011 foi prorrogados para o  próximo dia 16 de Julho.
A PREX lembra ainda,que todos os candidatos a isenção devem estar atento a todos os documentos listados no edital 14/2010.


 Fonte: Elias Monteiro da Cruz Neto 
Assessoria de Comunicação- UESPI
Postado por Maryfrances Castro
INSCRIÇÕES DO ENEM SÃO PRORROGADAS ATÉ SEXTA 16 DE JULHO.

PORTANTO, NÃO PERCAM TEMPO E GARANTAM LOGO A INSCRIÇÃO DE VOCÊS....

8 de julho de 2010

SUGESTÃO DE FILME SOBRE A PRÉ-HISTÓRIA

A GUERRA DO FOGO


SINOPSE DO FILME

O filme retrata um período na pré-história e dois grupos de hominídeos. O primeiro, que quase não se diferencia dos macacos por não ter fala e se comunicar através de gestos e grunhidos, é pouco evoluído e acha que o fogo é algo sobrenatural por não dominarem ainda a técnica de produzi-lo; o outro grupo é mais evoluído e tem uma comunicação e hábitos mais complexos, como a habilidade de fazer o fogo. Esses dois grupos entram em contato quando o fogo da primeira tribo é apagado em uma guerra com uma tribo hominídeos mais primitivos, que disputam pela posse do fogo e do território. Noah, Gaw e Amoukar (membros do primeiro grupo) são destacados então para uma jornada para trazer uma nova chama acesa para a tribo. Nesse caminho deparam -se com um grupo de canibais, e resgatam de lá Ika, uma mulher pertecente ao grupo mais evoluído. Do contanto com essa mulher, os três caçadores do fogo aprendem muitas coisas novas, já que ela domina um idioma muito mais elaborado que o deles, assim como domina também a técnica de produção do fogo. Levados por diversas circunstâncias a um encontro com a tribo de Ika, percebem que há uma maneira diferente de viver; observam as diferentes formas de linguagem, o sorriso, a construções de cabanas, pintura corporais, o uso de novas ferramentas, e mesmo um modo diferente de reprodução.

Emanuella Sousa
PRÉ-HISTÓRIA

Podemos definir a pré-história como um período anterior ao aparecimento da escrita. Portanto, esse período é anterior há 4000 a.C, pois foi por volta deste ano que os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme.
Foi uma importante fase, pois o homem conseguiu vencer as barreiras impostas pela natureza e prosseguir com o desenvolvimento da humanidade na Terra. O ser humano foi desenvolvendo, aos poucos, soluções práticas para os problemas da vida. Com isso, inventando objetos e soluções a partir das necessidades. Ao mesmo tempo foi desenvolvendo uma cultura muito importante. Esse período pode ser dividido em três fases: Paleolítico, Mesolítico e Neolítico.
PALEOLÍTICO OU IDADE DA PEDRA LASCADA
Nesta época, o ser humano habitava cavernas, muitas vezes tendo que disputar este tipo de habitação com animais selvagens. Quando acabavam os alimentos da região em que habitavam, as famílias tinham que migrar para uma outra região. Desta forma, o ser humano tinha uma vida nômade (sem habitação fixa). Vivia da caça de animais de pequeno, médio e grande porte, da pesca e da coleta de frutos e raízes. Usavam instrumentos e ferramentas feitos a partir de pedaços de ossos e pedras. Os bens de produção eram de uso e propriedade coletivas.
Nesta fase, os seres humanos se comunicavam com uma linguagem pouco desenvolvida, baseada em pouca quantidade de sons, sem a elaboração de palavras. Uma das formas de comunicação eram as pinturas rupestres. Através deste tipo de arte, o homem trocava idéias e demonstrava sentimentos e preocupações cotidianas.
MESOLÍTICO
Neste período intermediário, o homem conseguiu dar grandes passos rumo ao desenvolvimento e à sobrevivência de forma mais segura. O domínio do fogo foi o maior exemplo disto. Com o fogo, o ser humano pôde espantar os animais, cozinhar a carne e outros alimentos, iluminar sua habitação além de conseguir calor nos momentos de frio intenso. Outros dois grandes avanços foram o desenvolvimento da agricultura e a domesticação dos animais. Cultivando a terra e criando animais, o homem conseguiu diminuir sua dependência com relação a natureza. Com esses avanços, foi possível a sedentarização, pois a habitação fixa tornou-se uma necessidade.
Neste período ocorreu também a divisão do trabalho por sexo dentro das comunidades. Enquanto o homem ficou responsável pela proteção e sustento das famílias, a mulher ficou encarregada de criar os filhos e cuidar da habitação.
NEOLÍTICO OU IDADE DA PEDRA POLIDA
Nesta época o homem atingiu um importante grau de desenvolvimento e estabilidade. Com a sedentarização, a criação de animais e a agricultura em pleno desenvolvimento, as comunidades puderam trilhar novos caminhos. Um avanço importante foi o desenvolvimento da metalurgia. Criando objetos de metais, tais como, lanças, ferramentas e machados, os homens puderam caçar melhor e produzir com mais qualidade e rapidez. A produção de excedentes agrícolas e sua armazenagem, garantiam o alimento necessário para os momentos de seca ou inundações. Com mais alimentos, as comunidades foram crescendo e logo surgiu a necessidade de trocas com outras comunidades. Foi nesta época que ocorreu um intenso intercâmbio entre vilas e pequenas cidades. A divisão de trabalho, dentro destas comunidades, aumentou ainda mais, dando origem ao trabalhador especializado.

Emanuella Sousa