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23 de setembro de 2010

Encerram hoje inscrições para o PSIU

A Universidade Federal do Piauí, encerra nesta quinta-feira (23), as inscrições para o PSIU (Programa Seriado de Ingresso a Universidade).

Poderão concorrer os alunos que queiram se candidatar ao PSIU Geral ou para aqueles que vão realizar o PSIU 3ª Etapa, em complemento ao subprograma 2008 - 2010. Esse ano a UFPI vai ofertar 5786 vagas para os cursos da modalidade presencial nos campi de Teresina, Parnaíba, Picos, Floriano e Bom Jesus. O sistema de seleção para essas vagas será dividido entre o PSIU (2893 vagas) e o SISU/ENEM (2893 vagas).

As inscrições do PSIU 2010 são realizadas exclusivamente pela internet, através do endereço eletrônico http://www.ufpi.br/copesenovo/. A GRU deve ser impressa através do site, e o pagamento efetuado até o dia 24 de setembro, no Banco do Brasil ou em qualquer correspondente bancário. O valor da taxa da 3ª Etapa é de R$ 50,00, sendo que o candidato cotista paga R$ 25,00. A taxa do PSIU Geral é de R$ 45,00 para os candidatos cotistas e de R$ 90,00 para os demais candidatos. Os cartões de inscrição dos candidatos serão disponibilizados exclusivamente pela internet, no site da UFPI, entre os dias 1° e 16 de novembro de 2010.

Ana Christina Damasceno

21 de setembro de 2010

A TRANSFERÊNCIA DA CORTE PORTUGUESA PARA O BRASIL

Todo sete de setembro celebramos o dia em que o Brasil foi proclamado independente de Portugal. Assim, o marco de nossa soberania política fixou-se no momento em que o então príncipe-regente, Dom Pedro I, oficializou o fim da colonização às margens do rio Ipiranga. No entanto, como podemos imaginar que um brado à beira de um rio seja capaz de fazer uma nação soberana?

Para entendermos melhor o nosso processo de independência, é de fundamental importância que nos desloquemos para outro contexto histórico: o estabelecimento da Era Napoleônica (1799 – 1815) no início do século XIX. Durante esse período, que encerra as turbulências vividas durante a Revolução Fracesa, Napoleão transformou-se em chefe supremo da nação francesa.

Em sua gestão, Napoleão tinha como grande meta industrializar a economia francesa através de um agressivo plano que combinava pesados investimentos estatais e uma política internacional agressiva. Naquela época, a maior potência industrial era a Inglaterra. Com isso, Bonaparte procurou retaliar o monopólio mercadológico britânico nem que para isso tivesse que ameaçar a soberania das demais nações europeias.

No ano de 1806, o governo napoleônico impôs o Bloqueio Continetal à Europa. Segundo esse decreto, a França exigiu que nenhuma nação europeia tivesse relações comerciais com a Inglaterra. Dessa maneira, o governo napoleônico ampliou seus mercados consumidores e, ao mesmo tempo, desestabilizou sua maior rival política, militar e econômica.

O príncipe regente de Portugal, Dom João VI, não acatou a ordem francesa. Isso porque, ao longo do século XVIII, a economia portuguesa assinou uma série de tratados econômicos que aprofundou demasiadamente a dependência de Portugal para com a Inglaterra. Em reposta à intransigência portuguesa, Napoleão ameaçou invadir o território português. Pressionado por Napoleão, o governo português acabou aceitando um plano da Inglaterra para contornar essa situação.

Os ingleses ofereceram escolta para que a família real portuguesa se deslocasse até o Brasil e garantiu que utilizaria de suas forças militares para expulsar as tropas napoleônicas do solo português. Em troca desses favores, Dom João deveria transferir a capital portuguesa para o Rio de Janeiro e estabelecer um conjunto de tratados que abrissem os portos brasileiros às nações do mundo e oferecessem taxas alfandegárias menores aos produtos ingleses.

Não tendo melhores alternativas frente à proposta inglesa, em novembro de 1807, cerca de 15.000 súditos da Coroa Portuguesa sairam às pressas rumo ao Brasil. Dessa maneira, entre os anos de 1808 e 1821, o Brasil se tornou o centro administrativo do governo português. Além de ter sido um peculiar acontecimento na história política portuguesa, a chegada de Dom João VI e seus cortesãos ao Brasil iniciou um conjunto de ações que enfraqueceram o pacto colonial.

Dessa maneira, podemos contemplar na admininstrção joanina um conjunto de ações que impulsionaram a nossa independência. Ao mesmo tempo, vemos que os gritos às margens do Ipiranga, de Dom Pedro I, não efetivaram as liberdades anteriormente concedidas durante a passagem de Dom João VI em terras brasileiras.


Emanuella Sousa

REBELIÕES SEPARATISTAS NO BRASIL COLONIAL

Vislumbrando o processo de independência do Brasil, notamos que a busca por nossa autonomia política é bem anterior à chegada da Família Real Portuguesa, em 1808. De fato, nos tempos coloniais, presenciamos a articulação das chamadas revoltas nativistas. Sob o seu aspecto, essas primeiras rebeliões fomentam um sentimento de autonomia, mas não são claramente sustentadas de acabar definitivamente com as relações entre Brasil e Portugal.

Ao atingirmos o século XVIII, observamos que as contradições entre a colônia e a metrópole se aprofundavam de um modo diferente. Nessa época, alguns integrantes da elite econômica e intelectual da colônia se influenciaram pelas críticas fundamentadas pelo pensamento iluminista. De acordo com tal pensamento, as relações coloniais eram contaminadas por práticas autoritárias que iriam contra a defesa da liberdade dos homens.

De fato, relembrando que o século XVIII é marcado pelo auge da atividade mineradora, vemos que Portugal desenvolveu a cobrança de vários impostos abusivos e ampliou seus métodos de controle sobre a produção de riqueza no espaço colonial. Em pouco tempo, discussões secretas e panfletos misteriosos circulavam denunciando os abusos das autoridades metropolitanas e a necessidade de completa autonomia para a resolução dos problemas sociais, políticos e econômicos daquela época.

Mesmo que saindo em defesa do fim do pacto colonial, vemos que muitos participantes das rebeliões separatistas não almejavam a uma ampla transformação com a independência. Isso acontecia porque alguns separatistas compunham a elite econômica colonial e, por tal razão, não pretendiam abandonar os antigos hábitos que legitimavam sua situação econômica confortável. Sendo assim, as rebeliões separatistas não raro se aproximavam de propostas visivelmente elitistas.

A primeira das rebeliões separatistas aconteceu em Minas Gerais, quando uma série de insurretos da cidade de Vila Rica, no ano de 1789, pretendia romper com as exigências portuguesas sobre a exploração da atividade mineradora. No ano de 1798, a chamada Conjuração Baiana marcou época ao abrir portas para um projeto de independência com tons mais amplos e populares. Por fim, a Revolução Pernambucana de 1817 surgiu como último levante antes do nosso processo de independência, ocorrido em 1822.


Emanuella Sousa


REBELIÕES NATIVISTAS NO BRASIL COLONIAL

Ao observarmos o modelo de colonização que se estabeleceu no Brasil, notamos que as autoridades metropolitanas desejavam extrair ao máximo as riquezas do nosso vasto e rico território. Nesse sentido, a consolidação do pacto colonial foi de fundamental importância para que Portugal alcançasse seus objetivos econômicos. Por este acordo, os produtores coloniais vendiam sua matéria-prima para os metropolitanos, enquanto estes últimos ofereciam as mercadorias manufaturadas provenientes do Velho Mundo.

Em muitos casos, os portugueses aproveitavam do seu poder de mando para impor exigências e impostos que ampliavam suas vantagens sobre os colonos. Quando necessário, descumpriam as ordens que eles mesmos estabeleciam, usavam de força militar para conter o interesse dos locais e empregava outras formas coercitivas que demonstravam a desigualdade presente nessa relação. Em resposta, alguns colonos passaram a se organizar exigindo a reforma das relações coloniais.

Nesse momento surgiram as rebeliões nativas. Ao contrário do que parece, seus participantes não desejavam liquidar com a presença metropolitana no território colonial. Mesmo se mostrando descontentes, muitos dos revoltosos eram oriundos da elite e, por isso, não tinham interesse em elaborar uma transformação profunda nas instituições de seu tempo. Virtualmente, a expulsão das autoridades lusitanas significaria o fim de vários privilégios políticos e econômicos.

Longe de representarem uma espécie de “sentimento nacional”, as rebeliões nativistas tomaram destaque a partir dos fins do século XVII. Entre os principais levantes destacamos a Revolta de Beckman (1684, Maranhão); a Guerra dos Emboabas (1708-1709, Minas Gerais); a Guerra dos Mascates (1710 – 1711, Pernambuco); e a Revolta de Filipe dos Santos (1720, Vila Rica, Minas Gerais).


Emanuella Sousa

19 de setembro de 2010

GENTE NÃO CONSEGUI POSTAR OS VIDEOS MAS AMANHA TENTAREI MAIS UMA VEZ.

PROFESSOR WELLYSON

CURIOSIDADE

Plutão deixa de ser considerado planeta

24 de agosto de 2006 • 10h36 • atualizado às 21h12
Foto de Plutão e sua lua tirada pelo telescópio Hubble Foto: AFP
Foto de Plutão e sua lua tirada pelo telescópio Hubble
24 de agosto de 2006
Foto: AFP
A União Astronômica Internacional excluiu hoje Plutão como um planeta de pleno direito do Sistema Solar, após longas e intensas controvérsias sobre esta resolução.
Com a decisão votada hoje no plenário da XXVI Assembléia Geral da entidade, realizada em Praga, se reduz o número de planetas no Sistema Solar de nove para oito. Os mais de 2,5 mil analistas de 75 países reunidos na capital tcheca reconhecem desta forma que se cometeu um erro quando se outorgou a Plutão a categoria de planeta, em 1930, ano de sua descoberta.
A definição adotada hoje preenche um vazio que existia neste campo científico desde os tempos do astrônomo polonês Copérnico (1473-1543). A nova definição estabelece três grupos de planetas, o primeiro com os oito planetas "clássicos" - Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Netuno, Saturno e Urano -, depois um segundo, que são os asteróides, e um terceiro grupo, com Plutão e o novo objeto UB313, descoberto no ano passado.
Plutão, descoberto há 76 anos pelo cientista americano Clyde Tombaugh (1906-1997), é objeto de polêmica há décadas, principalmente devido a seu tamanho, que foi reduzido ano após ano e que foi estabelecido agora em 2,3 mil quilômetros de diâmetro.
Assim, Plutão é muito menor que a Terra (12.750 quilômetros) e até mesmo menor que a Lua (3.480 quilômetros) e o UB313 (3 mil quilômetros), que no entanto está muito mais longe do Sol.
Outro argumento contra Plutão é a forma pouco ortodoxa de sua órbita, cuja inclinação não é paralela à da Terra e a dos outros sete planetas do Sistema Solar.
by prof. wellyson

17 de setembro de 2010

Onde estou?

 Objetivo

Determinar nossa localização sobre a Terra (Latitude e Longitude).
Considerações
"Onde estou?", pode parecer uma pergunta insensata, porque naturalmente todos sabemos onde estamos em um determinado momento, mas como poderemos informar a alguém qual é este lugar? Uma maneira usual é informar nosso endereço. Se soubermos o país, o estado, a cidade, o bairro, a rua e o número da casa, poderemos ser encontrados em qualquer lugar do mundo. Mas e se não estivermos numa cidade, e sim em uma fazenda, na selva ou no mar? A única maneira será informar nossas coordenadas sobre a Terra.
Você já deve ter observado que os mapas são graduados em latitudes, de 0 a 90 graus para o norte ou para o sul, a partir do equador, e em longitudes, de 0 a 180 graus a leste ou a oeste do meridiano que passa por Greenwich, na Inglaterra. Meridiano é a linha imaginária que vai de um pólo ao outro. Este meridiano foi definido como meridiano zero. A determinação das coordenadas de um ponto é feita, medindo-se os ângulos entre este ponto e o equador (latitude) e do ponto ao meridiano de origem (longitude). Este sistema de coordenadas é chamado de Sistema de Coordenadas Geográficas.
 
Coordenadas geográficas da Terra.

Na figura ilustramos: ponto G no meridiano-de-origem (Greenwich) e ponto P genérico (fora dos pólos) tendo  latitude
j e longitude l.
Os arcos medem ângulos:
Arco P'P =
j, latitude de P (de 0 a 90º, positiva ao Norte, negativa ao Sul).
Arco G'P' =
l, longitude geográfica de P (de 0 a 180º, positiva a W de Greenwich, negativa a E).
Na figura é
l = ângulo G'CP'.

Esse sistema cobre toda a Terra e tem a vantagem de especificar cada ponto da superfície por duas coordenadas que não se repetem em outro local, evitando erros de endereçamento. Além disso o sistema de coordenadas permite que, a partir de uma listagem de dados, se construa um mapa.
Histórico
Os gregos e os romanos faziam seus mapas medindo as distâncias entre os pontos e colocando marcos para orientação. A milha romana, uma medida de distância muito usada, equivalente a 1 440 metros, tem esta origem: uma centúria (grupo de cem soldados) marchava 1 000 passos e aí era instalado um marco numerado. Alguns deles existem até hoje na Via Appia, em Roma, na Itália.
O primeiro cálculo do tamanho da Terra foi feito depois que Erastóstenes de Cirene (~220 anos A.C.) mandou medir a distância entre Siene e um lugar na Alexandria, 804 quilômetros ao norte.
Quase todo o antigo Império Romano foi demarcado assim.
Mas com o desenvolvimento das navegações, as distâncias percorridas aumentaram muito e a medição no mar era impossível. Neste ponto o conhecimento astronômico se tornou imprescindível. Astrônomos, matemáticos e cartógrafos foram contratados pelos reis e definiram os procedimentos de medição. Os portugueses e espanhóis foram precursores das navegações baseados em "localização por estrelas" e principalmente pela posição do Sol, e levavam sempre um astrônomo para fazer este trabalho. Isto é feito pelos marinheiros até hoje, usando um sextante. Este procedimento nos permite encontrar a latitude de um lugar.
Mas o mesmo procedimento não pode ser usado para encontrar a longitude! A Terra gira no espaço e não existe um referencial fixo!
Por isso as navegações eram feitas com grande imprecisão no sentido da longitude. Elas eram estimadas em função do tempo e da velocidade do navio. O tempo era medido com ampulhetas e a distância com uma corda fina, lançada na água, onde nós marcavam as divisões. Até hoje a velocidade dos barcos e aviões são registradas em nós (milhas marítimas por hora). Talvez por isso o Brasil tenha sido descoberto! A única maneira de descobrir a diferença angular entre dois meridianos seria medir a hora local e comparar com a hora do meridiano zero. Como não existia um cronômetro naquela época, era impossível saber a hora de Greenwich. Determinar a hora local é fácil: quando o Sol está mais alto no céu é o meio-dia local. Este ponto mais alto ocorre sempre sobre o meridiano que passa pela vertical do lugar. Por isso este momento é chamado de passagem meridiana do Sol. Usando tabelas de ocultação de estrelas pela Lua e as ocultações dos satélites de Júpiter, os astrônomos do século XVI conseguiram determinar as coordenadas de vários pontos da Terra. Mas a invenção do relógio com escapamento de âncora foi que determinou o procedimento definitivo para este trabalho. A invenção do rádio veio complementar este recurso e algumas estações transmitem sinais de tempo padrão para todo o mundo.
Baseados na posição do Sol nós poderemos encontrar estes dados com uma precisão razoável. Se o procedimento for feito nos dias de equinócios (20-mar/22-set) ou de solstícios (21-jun/22-dez) as posições do Sol são conhecidas e facilitarão a tarefa. Para os outros dias do ano será necessária uma tabela de posições do Sol, como a publicada no Anuário de Astronomia do Observatório Nacional, ou calculada por programas de computador.
Para executar os procedimentos, peça a ajuda e supervisão de um professor que possua uma calculadora científica que tenha a função "arco tangente" para encontrar os ângulos e fazer as conversões de tempo e de ângulos.


Material
- cadeira
- grampo de carpinteiro
- trena com escala em milímetros
- prumo de ponta (pode ser usada uma chumbada piramidal)
- pregos.
- calculadora científica
- relógio com ponteiro de segundos
- anteparo (tampa de lata de 10 cm de diâmetro com furo de 3 mm)
- mapas para ilustrar as coordenadas e obter a posição estimada.
Preparação
Usando um prego grosso, faça um furo no centro da tampa de lata e dobre um pedaço da lateral de modo que depois de fixada com o grampo ao espaldar da cadeira, ela fique mais ou menos perpendicular ao sol do meio dia.

A preparação do local da medição deve ser feita com antecedência. A primeira parte (fase 1) consiste em definir a linha norte-sul verdadeira; vamos a ela:
fase 1
-
Um ou dois dias antes do dia da medição, por volta das oito horas da manhã coloque a cadeira numa área plana, lisa e ensolarada com a frente da cadeira voltada para o norte. Se a cadeira for leve, coloque algo pesado sobre o assento para evitar que ela se mova.
- Passe o fio do prumo pelo furo, determine e marque o ponto V sob a vertical do furo. Use lápis ou caneta. Um traço de giz é muito grosso e pode comprometer a precisão das medidas. Se for necessário, cole um pedaço de papel no piso para facilitar o traçado.
- Usando um pedaço de barbante, ou uma régua com dois pregos como compasso, trace um arco em torno deste ponto V com um raio aproximadamente igual à altura do furo até o piso.
- O furo central deve projetar uma imagem do sol, no piso, com aproximadamente 1 centímetro de diâmetro.
- Quando o centro da imagem do Sol cruzar o arco, marque o ponto M.
- A cadeira não pode ser movida! Por volta do meio dia, verifique onde está a projeção do Sol. Esta área será a utilizada no dia da medição.
- Aguarde, na parte da tarde, que o Sol cruze novamente o arco e marque o ponto T.

Usando o compasso, improvisado para fazer o arco, ache a perpendicular à linha MT. Esta perpendicular à MT é a linha norte-sul verdadeira. Esta linha pode ser traçada no piso ou marcada por um fio esticado e as pontas fixadas com fita adesiva no piso. Se possível deixe a cadeira no lugar até o dia da medição.
fase 2
-
Verifique qual é o seu fuso horário. O leste do Brasil usa o fuso - 3. Os estados de Roraima, Pará, o centro-leste do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Mato groso do Sul usam o fuso - 4 e o Acre e o oeste do Amazonas o de - 5 horas. Em seguida acerte o relógio a partir de uma 'estação de rádio' que transmita sinais de tempo ou pelo telefone. Alguns canais de televisão também transmitem sinais horários (de segundo em segundo) enquanto estão se preparando para entrar no ar. O ideal é usar um relógio grande, ou de cabeceira, para que várias pessoas possam anotar o momento do trânsito ao sinal do observador.
fase 3
-
Usando os mapas, e as coordenadas impressas em sua borda, encontre a sua posição estimada em graus, minutos e segundos de arco. Alguns mapas com escalas menores fornecem dados mais precisos, mas um mapa de seu estado é suficiente. Este trabalho preliminar se destina a familiarizar o pesquizador com o sistema de coordenadas e permitirá conhecer o sentido de crescimento e as divisões do mapa. Faça interpolações e redivida a escala original se necessário.
A medição
No dia escolhido para a medição, verifique a posição do anteparo usando o prumo, ou re-posicione se a cadeira tiver sido movida. O ponto V deve estar exatamente sob o prumo do anteparo.
Por volta do meio-dia, quando o centro da imagem do Sol cruzar a linha (Trânsito do Sol) marcamos o ponto P e registramos a hora com precisão de segundos (h:min:seg). Em seguida meça com exatidão a altura OV e a distância PA e anote os valores. A precisão das coordenadas vai depender diretamente da precisão destas medidas.
Trabalhando com frações de arco e de tempo
Para fazer contas com horas e ângulos é necessário que os dados sejam compatíveis com o sistema decimal (base 10), mas eles são sempre fornecidos em horas, minutos e segundos ou graus, minutos de arco e segundos de arco, no sistema sexagesimal (base 60). Precisaremos então aprender a transformar uns nos outros.
1- Para transformar
h:min:seg em horas decimais, divida o número de minutos por 60 e o número de segundos por 3600. Em seguida some as parcelas.
Por exemplo, para 16h 18min 40s, fazemos: 18/60= 0,3 ; 40/3600= 0,0111 ; 16+03+0,0111 =
16,3111 horas decimais.
O mesmo procedimento é adotado para os ângulos.
2- Para fazer o inverso dessa transformação, ou seja, para transformar horas decimais em
h:min:seg, separe a parte fracionária e multiplique por 60. Anote o número inteiro de minutos. Separe novamente a parte fracionária e multiplique por 60. Anote o número de segundos e suas frações.
Usando o resultado do exemplo anterior, 
16,3111 horas decimais, fazemos: 0,3111 x 60 = 18,666 [separe esse 18]; 0,666 x 60 = 39,96. Assim teremos, 16 h 18 min 39,96 seg, ou seja, 16 horas, 18 minutos , 39 segundos e 96 centésimos do segundo. Quatro centésimos de segundo foram perdidos nos arredondamentos, mas podemos desprezá-los. O procedimento é similar para conversão de ângulos.
Cálculo da posição
A partir dos valores OV e PV nós poderemos calcular o ângulo F. A divisão OV/PV fornecerá o valor da tangente trigonométrica do ângulo. Use a calculadora para obter o arco tangente de OV/OP e você encontrará o ângulo F.
Se a medição foi feita nos dias de equinócios (20-março ou 22-setembro), este ângulo é igual ao da latitude local. Se feita nos dias de solstícios (21-junho ou 22-dezembro), ele deve ser corrigido de 23,45 graus (somar se for solstício de verão, subtrair se solstício de inverno). Para outras datas, usar os dados da declinação do Sol publicados nas tabelas do Anuário de astronomia do Observatório Nacional. Transforme os valores decimais para graus, minutos e segundos de arco. Compare o valor encontrado com a sua latitude estimada. Se houver divergência sensível, refaça os cálculos.

Para o cálculo da longitude usaremos o Tempo Universal (TU), ou Tempo médio de Greenwich. Transforme todos os valores para o sistema decimal. Para encontrar o TU do momento do trânsito, basta somar o número de horas do fuso local ao valor registrado na medição.
Em seguida subtraia deste valor o do momento do trânsito em Greenwich no dia correspondente.
 
Momento do trânsito do Sol em Greenwich
Data
h:min:seg
hora decimal
20-mar-2005
12:07:27
12,1242
21-jun-2005
12:01:47
12,0297
22-set-2005
11:52:39
11,8775
22-dez-2005
11:58:39
11,9775
Multiplique o resultado por 15 (15º por fuso). O valor encontrado é o ângulo em longitude. Converta este valor para graus, minutos e segundos de arco. Compare o valor com a longitude de sua posição estimada. Se houver diferença sensível, confira os cálculos.
Exemplo: Suponhamos que o seu fuso horário é o de -4 horas e que a passagem meridiana do Sol foi 12h 5min 15seg.
- transformamos este valor em horas decimais: 12 + 5/60 + 15/3600 = 12 + 0,0833 + 0,0041 = 12,0874
- somamos as horas do fuso local: 12,0874 + 4 = 16,0874
- subtraimos o momento da passagem meridiana em Greenwich: 16,0874 - 12,1242 = 3,9632
- multiplicamos o resultado por 15 para encontrar o ângulo decimal: 3,9632 x 15 = 59,448
- transformamos o ângulo decimal em graus, minutos e segundos de arco:
- separamos a parte fracionária e multiplicamos por 60: 0,448 x 60 = 26,88
- repetimos o procedimento para os segundos: 0,88 x 60 = 52,8
Assim teremos a longitude de 59º 26' 52,8" Oeste
Nossas coordenadas serão então Lat. 10º 9' 27" Sul - Lon. 59º 26' 53" Oeste . Se procurarmos no mapa veremos que a nossa posição é próxima de Aripuanã, no estado de Mato Grosso.
Glossário
- coordenadas terrestres - latitude e longitude de um lugar no Sistema de Coordenadas Geográficas (às vezes pode ser acrescentada a altitude)
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equador - circulo imaginário que divide a Terra em duas metades iguais, sobre o plano perpendicular ao eixo de rotação.
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equador celeste - projeção do equador sobre a esfera celeste
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equinócio - instante (ou ponto aparente) que o Sol cruza o plano do equador
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fuso horário - fatia em forma de fuso de 15 graus de largura entre dois meridianos
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grau - 1/360 da divisão da circunferência.
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GMT - Greenwich Mean Time = Tempo médio de Greenwich
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Greenwich - observatório próximo a Londres-Inglaterra onde, por definição, passa o meridiano zero
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latitude - ângulo medido entre o equador e um ponto determinado da superfície terrestre em graus, minutos e segundos de arco
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longitude - ângulo medido entre dois planos meridianos a partir do eixo terrestre em graus, minutos e segundos de arco
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meridiano - arco imaginário sobre a superfície da Terra no sentido norte-sul que liga os dois pólos
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milha marítima - 1 minuto de arco sobre a Terra (1.853 metros)
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milha terrestre - 1.000 passos (pé direito) de uma centúria (1.440 metros)
-
minuto de arco - 1/60 do grau (equivale a 1.853 metros sobre a Terra)
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nó - velocidade equivalente a uma milha marítima por hora
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paralelo - circulo imaginário sobre a superfície da Terra, perpendicular a seu eixo. O circulo máximo é chamado equador
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passagem meridiana - instante que um astro cruza o meridiano de um lugar
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posição geográfica - coordenadas de um lugar
-
segundo de arco - 1/60 do minuto de arco ou seja, 1/3.600 do grau (equivale a 30,8 metros sobre a Terra)
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solstício - instante (ou ponto aparente) em que o Sol atinge a máxima latitude (23,45 graus) norte ou sul
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TL - ou LT - Tempo Legal, tempo oficial de cada fuso horário
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trópico - paralelo sobre o qual o Sol atinge o solstício
-
TU - ou UT - Tempo Universal = GMT

PROF. WELLYSON






Os Buracos Negros - Física



Imagine uma região do espaço onde a matéria se concentra. Sabemos que matéria atrai matéria, logo esta concentração cria um campo gravitacional intenso que irá atrair mais matéria, aumentando o campo gravitacional e atraindo mais matéria. Se a matéria estiver disponível em grande quantidade, a concentração irá aumentando exponencialmente. A compressão desta matéria irá formar uma estrela que empurra a matéria para fora até esgotar seu combustível, quando a estrela colapsa, seu campo gravitacional vence a batalha e atrai mais matéria, num vórtice alucinante: a estrela desmorona sobre si mesma. Ao atingir uma massa crítica a estrela "desaparece"! É que seu campo gravitacional se tornou tão forte que a própria luz não consegue escapar! Acaba de se formar um buraco negro.
Além de uma linha teórica limite, chamada de horizonte de eventos, nada mais pode ser detectado. Apesar de não ser mais visto, ele continua a devorar matéria. Os únicos indícios de sua presença são as reações extremas da matéria que tenta fugir a este destino, gerando reações de alto brilho ou emitindo radiações de alta energia, como ondas de rádio e raios X, e o desvio da luz circundante que é distorcida por seu campo gravitacional.
Segundo Albert Einstein o centro do buraco negro é uma "singularidade", um ponto do universo onde o volume tende a zero, enquanto a densidade tende para o infinito. Este panorama é completamente teórico, imaginado pelos cosmologistas para tentar explicar alguns eventos detectados no universo. A idéia que a luz poderia ser atraída por ação gravitacional foi sugerida por John Michell (1724-1793) e posteriormente examinada por Pierre-Simon Laplace (1749-1827). Este fenômeno foi posteriormente teorizado por Albert Einsten e confirmado, na prática, durante um eclipse total do Sol observado do norte do Brasil, em 1919. Ambos sugeriram que se a luz fosse atraída por um corpo suficientemente massivo, ela não poderia escapar. O astrônomo alemão Karl Schwarzschild, em 1916 previu a existência de estrelas colapsadas que não emitiriam radiação, e calculou o raio do horizonte de eventos, que hoje chamamos de raio de Schwarzschild. Para termos um buraco negro, uma estrela com dez vezes a massa do Sol precisaria ter sua matéria aglutinada em um raio de aproximadamente 30 quilômetros.
Apesar de teórico, seu modelo matemático é perfeitamente plausível, por este motivo sua existência já é tida quase como uma certeza. Várias tentativas foram feitas para provar sua existência, mas acabam esbarrando no horizonte de eventos. Um campo gravitacional tão forte altera as características do espaço-tempo, uma concepção einsteniana da dualidade do espaço e do tempo, e, a partir deste ponto, nossa matemática tem de ser revista, para atender a parâmetros de difícil entendimento e visualização, como o aumento exponencial do número de dimensões.
Algumas perguntas ficam no ar, quando imaginamos o que está ocorrendo no interior do horizonte de eventos. Existe um limite onde o buraco negro pararia de crescer? Para onde vai toda aquela matéria? Existe matéria como a que conhecemos no interior do buraco negro? Se o tempo é alterado ele poderia ser parado, acelerado ou talvez "invertido"? Poderia existir um buraco branco, o "anti-buraco negro", que despejaria esta matéria em outro ponto do universo? Onde poderia acontecer este fenômeno: em regiões distantes do buraco negro? A matéria poderia ser transferida através de um universo paralelo? Em que época? No passado ou no futuro? Não sabemos. Quanto mais estudamos o problema mais modelos teóricos, cada vez mais complexos são apresentados e aumentam as lista de perguntas a ser respondidas. Alguns autores já o classificaram como "o supremo desconhecível".
Stephen Hawking, um astrofísico inglês, tem dedicado toda a sua vida ao estudo dos buracos negros e às singularidades do espaço-tempo. Apesar de preso a uma cadeira de rodas devido à paralisia causada por uma doença rara, sua mente extraordinariamente fértil tem surpreendido o mundo seguidas vezes com suas concepções. Segundo sua teoria, buracos negros poderiam se formar de outras formas, além da morte de uma estrela, em qualquer grande concentração de matéria, como o núcleo de uma galáxia, e poderíamos ter mini buracos negros, do tamanho de um próton, gerados no Big-bang que poderiam emitir energia na forma de partículas subatômicas, reduzindo assim sua massa, e desaparecer depois de algum tempo, ao contrário dos mais massivos.
Em 1994 o telescópio espacial Hubble forneceu algumas evidências de que no núcleo da galáxia M87 poderia estar um buraco negro super massivo, equivalente a três bilhões de massas solares.
 prof. wellyson