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13 de outubro de 2010

ECONOMIA DIAMANTÍFERA

Nas primeiras décadas do século XVIII, o desenvolvimento da economia mineradora foi estabelecido graças às prospecções – em sua maioria executadas por bandeirantes – que permitiram a descoberta de várias regiões ricas em metais preciosos. Em tempos ainda mercantis, o acúmulo de ouro e prata servia como uma rápida alternativa para a resolução dos problemas econômicos de Portugal.

A busca por esse tipo de riqueza acabou também viabilizando a descoberta de locais ricos em pedras preciosas, principalmente o diamante. No ano de 1721, o minerador Bernardo Fonseca Lobo noticiou a descoberta das primeiras pedras na região do Serro Frio, no arraial do Tejuco, em Minas Gerais. Inicialmente, a notícia da descoberta foi mantida em sigilo pelo explorador e outras autoridades locais que realizaram a extração ilegal.

Justificando terem dificuldades para identificar o valor comercial das pedras, os colonizadores daquela região enviaram a boa nova para Portugal em 1729. Num primeiro momento, os portugueses decidiram expulsar todos os mineradores da região e arrendou a exploração do espaço diamantífero para particulares. Essa medida visava garantir antecipadamente o lucro da metrópole e regular a valorização das pedras no mercado internacional.

Os problemas recorrentes com o contrabando de pedras e a sonegação de impostos motivaram uma séria mudança no modelo de administração dessa atividade. No final de 1771, sob influência do marquês de Pombal, o chamado Distrito Diamantino passou a ser controlado diretamente pela Coroa Portuguesa. Para realizar a exploração, o governo colonial realizava o aluguel dos escravos oferecidos pela população local. Nesse tempo, os lucros com a extração tiveram um visível aumento.

Durantes as andanças pelo território colonial, o naturalista Saint-Hilare registrou em suas anotações a presença de uma intensa atividade econômica e cultural na região do Arraial do Tejuco, local onde a exploração dos diamantes era mais intensa. Outra personagem histórica da mesma localidade foi o explorador João Fernandes de Oliveira, conhecido pelo seu grande poderio econômico e seu famoso relacionamento com a ex-escrava Xica da Silva.

No século XIX, a redução no volume de diamantes encontrados na região levou a Coroa Portuguesa a modificar o sistema de controle e administração do Distrito Diamantino. No dia 6 de março de 1838, já sob o controle do Império Brasileiro, a região do Tejuco foi elevada à condição de cidade, e mudou seu nome para Diamantina. Em 1853, os organismos que controlavam a extração dos diamantes foram finalmente extintos.


Emanuella Sousa

BLOQUEIO CONTINENTAL

No começo do século XIX, o continente europeu vivia as agitações políticas e militares causadas pelo domínio napoleônico. A França conquistava diversos territórios e modernizava a sua economia a contragosto das diversas monarquias que repudiavam o processo revolucionário daquele país. Entre esses opositores estava a Inglaterra, uma das poucas, senão a única, nações que tinham condições econômicas e bélicas de se contrapor ao governo de Napoleão Bonaparte.

Ciente do poder de sua mais importante rival, Napoleão Bonaparte resolveu tomar uma medida de natureza autoritária, ao divulgar o chamado Bloqueio Continental. Lavrado em 21 de novembro de 1806, o documento estabelecia que todos os portos da Europa deveriam fechar suas portas para as embarcações inglesas. Desse modo, a França expandiria o seu mercado consumidor ao mesmo tempo em que enfraqueceriam as finanças de sua mais poderosa rival nos campos de batalha.

Do ponto de vista prático, a exigência francesa tinha natureza autoritária e não poderia ser imediatamente seguida pelas várias nações que apoiavam e dependiam, economicamente, das manufaturas inglesas. Uma das situações mais complicadas se dava com o caso de Portugal, nação que servia de porta de entrada para a Europa Continental e dependia largamente dos produtos industrializados britânicos.

Militarmente, os portugueses não teriam como resistir a um ataque das tropas de Napoleão Bonaparte ao seu território. Economicamente, era impossível que os portugueses abrissem mão do consumo das mercadorias britânicas. Mediante esse impasse, Dom João VI, príncipe regente da época, passou a adotar uma postura indefinida junto às duas potências que o pressionavam.

Preferindo aliar-se aos ingleses, o reino de Portugal assinou uma convenção secreta, na qual ficava decidida a transferência do governo português para o Brasil. Enquanto os ingleses se comprometiam a defender o território lusitano contra a França, a Coroa Portuguesa entregava sua esquadra e garantia a abertura dos portos brasileiros para os ingleses. No dia 29 de novembro de 1807, diversas embarcações saíram de Portugal levando a nobreza e a Família Real daquele país ao Brasil.


Emanuella Sousa

Parnasianismo: Realismo na poesia: a beleza da sobriedade

O Parnasianismo foi, originalmente, um movimento literário francês, cujo início se costuma demarcar com a publicação da coletânea Le Parnase contemporain (1866), que apareceria mais duas vezes: em 1871 e 1876. Tal coletânea reunia poetas de tendências diversas, mas, em sua maioria, movidos pelo desejo de reagir contra o sentimentalismo romântico.

Os parnasianos elegiam como seus mestres os poetas Leconte de Lisle, Charles Baudelaire e Théophile Gautier. Este último, apesar de ainda sofrer influência da estética romântica, pregava a necessidade do rigor formal na composição poética, a busca de imagens que sugerissem plasticidade e o abandono do subjetivismo. Na opinião de Gautier, a palavra deveria ser tratada como um objeto - e o poema deveria nascer da reflexão, e não do automatismo da inspiração (ou entusiasmo criador) cultuada pelos românticos.

É dessas ideias que nasce a teoria da arte pela arte, segundo a qual o único e verdadeiro sentido da produção artística deve ser o da criação do belo. Ou seja, o fenômeno artístico é, ele próprio, o único fim que a arte deve almejar.

Beleza e vigor poéticos

No Brasil, os primórdios do parnasianismo podem ser encontrados na poesia científica (ou filosófico-científica), segundo a qual os poetas deveriam conhecer os princípios filosóficos e, por meio deles, exercer a crítica em relação à vida e aos valores de seu tempo, e na poesia socialista, que pregava o republicanismo, o Estado laico e a igualdade social.

Esses tipos artificiais de poesia, contudo, naufragaram sob a força dos poemas e da pregação crítica de Machado de Assis - que defendia a sobriedade tanto na forma de composição como no uso das imagens -, e também da poesia de Gonçalves Crespo. Graças, principalmente, a esses dois escritores, o parnasianismo brasileiro voltou-se ao que de melhor propunham os franceses:

(a) evitação de quaisquer proselitismos;

(b) precisão vocabular;

(c) construção de uma poesia plástica e sonora, que busque a perfeição técnica;

(d) abandono das confissões sentimentais e do palavreado oco de grande parte dos românticos.

Deve-se ressaltar que, com o advento do Modernismo, os parnasianos passaram a ser ferozmente ridicularizados no Brasil. Sob a acusação de "pedantismo poético", a produção parnasiana foi injustamente desprezada e esquecida. Deve-se, em grande parte, à lucidez crítica de Manuel Bandeira a sobrevivência de poetas exemplares como Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia. Para Bandeira, eles foram "autores de uma obra equilibrada e harmoniosa", que "reagiu contra a incorreção e a eloquência derramada dos românticos, criando em nossa língua uma técnica precisa e comedida".

Inseridos no movimento mais amplo do Realismo, os parnasianos demonstraram que o uso de formas poéticas fixas - o soneto, o alexandrino, o rondó, etc. - e a correção gramatical não excluíam a beleza e o vigor poéticos. Alguns desses poetas mostraram-se, segundo Antonio Candido e Aderaldo Castello, "notáveis cantores da magia, da dúvida, da aspiração, do triunfo amoroso".

Na verdade, a produção parnasiana brasileira - na qual se destacam, além da tríade preferida de Manuel Bandeira, Vicente de Carvalho, Francisca Júlia, Augusto de Lima e Júlia Cortines - pede uma revisão crítica despojada de preconceitos e da influência da estética modernista, que enaltecia, exageradamente, o verso livre, o desrespeito à sintaxe e a exagerada referência a temas próprios da brasilidade.

A seguir, destacamos três dos principais parnasianos brasileiros.

• Alberto de Oliveira (1857-1937): grande leitor dos clássicos, conhecedor da língua, mestre da versificação, é considerado o mais perfeito, o mais característico dos parnasianos brasileiros.

Crescente de agosto

Alteia-se no azul aos poucos o crescente,

O ar embalsama, os cirros leva, o escuro afasta;

Vasto, de extremo a extremo, enche a alameda vasta

E emborca a urna de luz nas águas da corrente.


Na escumilha da teia, onde a aranha indolente

Dorme, feita de orvalho, uma pérola engasta.

Faz aos lírios mais branca a flor cetínea e casta,

Mais brancos os jasmins e a murta redolente.


Faz chorar um violão lá não sei onde... (A ouvi-lo

Na calada da noite, um não-sei-quê me invade)

Faz que haja em tudo um como estranho espasmo e enlevo;


Faz as cousas rezar, ao seu clarão tranquilo,

Faz nascer dentro em mim uma grande saudade,

Faz nascer da saudade estes versos que escrevo.

• Raimundo Correia (1860-1911): o melhor de sua obra está nos poemas em que traduziu o mais profundo desencanto.

Fetichismo


Homem, da vida as sombras inclementes

Interrogas em vão: - Que céus habita

Deus? Onde essa região de luz bendita,

Paraíso dos justos e dos crentes?...


Em vão tateiam tuas mãos trementes

As entranhas da noite erma, infinita,

Onde a dúvida atroz blasfema e grita,

E onde há só queixas e ranger de dentes...


A essa abóbada escura, em vão elevas

Os braços para o Deus sonhado, e lutas

Por abarcá-lo; é tudo em torno trevas...


Somente o vácuo estreitas em teus braços;

E apenas, pávido, um ruído escutas,

Que é o ruído dos teus próprios passos!...

• Olavo Bilac (1865-1918): em seus poemas há uma combinação da tradição clássica portuguesa com o parnasianismo francês, refundida por um ardente temperamento plástico e retórico, no qual também se destaca a perfeição formal, seja na pureza da língua seja na habilidade da versificação:

Vila Rica

O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;

Sangram, em laivos de ouro, as minas, que a ambição

Na torturada entranha abriu da terra nobre:

E cada cicatriz brilha como um brasão.
  

O ângelus plange ao longe em doloroso dobre.

O último ouro de sol morre na cerração.

E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,

O crepúsculo cai como uma extrema-unção.


Agora, para além do cerro, o céu parece

Feito de um ouro ancião que o tempo enegreceu...

A neblina, roçando o chão, cicia, em prece,


Como uma procissão espectral que se move...

Dobra o sino... Soluça um verso de Dirceu...

Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove.


Ana Christina Damasceno

Simbolismo: Subjetivismo, angústia e religiosidade

O Simbolismo constitui-se na Europa, especialmente na França e na Bélgica, nas últimas duas décadas do século 19, como um movimento literário em reação ao Naturalismo e ao Realismo. Isto porque os simbolistas irão reivindicar uma expressão que privilegie os estados da alma e das subjetividades humanas, contra uma lógica materialista e científica até então fortemente realçada pelo Positivismo.

No Brasil, o Simbolismo surge num período marcado por conflitos políticos e sociais. O país encontra-se em plena transição do regime escravocrata para o assalariado. A virada do século traz expectativas por um "novo mundo", mas ainda são muitas as frustrações e angústias de um país em que não se atingiu a consolidação dos ideais republicanos.

Apesar da Proclamação da República, em 1889, os brasileiros viam-se ainda imersos num mundo de práticas sociais excludentes, onde inexistem valores como a cidadania e os direitos que dela advêm. Assim, o Simbolismo literário brasileiro ganha matizes muito particulares, acentuados por escritores que se ocuparam em defender as causas das liberdades civis.

Subjetivismo e angústia

Neste contexto, o autor mais expressivo chama-se Cruz e Souza: são de sua autoria as obras que melhor representam o cenário político e social brasileiro desta época. Além disso, atribui-se a este escritor o início do Simbolismo no Brasil, com a publicação, em 1893, de "Missal" (prosa) e
"Broquéis" (poesia).

Cruz e Souza defende uma estética simbolista apoiada no subjetivismo e na angústia, inicialmente voltada para as agruras vivenciadas pelos negros (possivelmente pela sua carga identitária, uma vez que era filho de escravos) e, posteriormente, fundamentada nos sofrimentos universais.

Outro expoente desta vertente literária é Alphonsus de Guimaraens (ele utilizava poeticamente a forma latinizada de seu nome). O amor, a morte e a religiosidade formam a tríade temática privilegiada por este autor, também possivelmente compreendida pelas suas experiências particulares, assinaladas pela morte de sua noiva Constança.

Alphonsus de Guimaraens acolhe esses temas em sua obra sob um misticismo evidente, que o faz ser reconhecido até hoje como um dos mais místicos (senão "o mais místico") dos poetas brasileiros.

Tanto Cruz e Souza como Alphonsus de Guimaraens incorporam a estética simbolista na literatura brasileira e, apesar de suas obras inscreverem-se em campos de ação bastante particulares para um e outro, ambos inserem-se no contexto de tratamento de uma escrita harmonizada com os fenômenos existenciais da natureza humana.

Convivência de estilos

É interessante observar que o Simbolismo convive paralelamente com o Realismo, ainda que a divisão tradicional aponte como o "fim do Realismo" o ano em que "Missal" e "Broquéis" são publicados. No entanto, devemos considerar que obras de Machado de Assis, tais como "Dom Casmurro" e "Esaú e Jacó", chegam ao público entre 1900-04 e são propriamente realistas em seu estilo.

Além disso, o Pré-Modernismo consagra-se como uma tendência que também estará a passos parelhos com o Simbolismo e com o Realismo, estendendo-se até as duas primeiras décadas do século 20. Ou seja, temos aí um panorama literário que permitiu a coexistência de estilos, permeados até a "Semana de Arte Moderna", em 1922, quando parece haver uma caracterização contundente do que chamaremos "Modernismo".

Ana Christina Damasceno

Tráfico de Órgãos

Criminosos movimentam por ano de US$ 7 milhões a US$ 12 milhões no mundo
O problema do comércio ilegal de órgãos vai se tornando, cada vez mais, de difícil solução porque, ao que tudo indica, o embate se aprofunda, de um lado, na contrariedade de interesses poderosos tendo em vista as grandes somas de dinheiro nele envolvidas e, de outro, num certo desinteresse da própria sociedade em discuti-lo.
Segundo indícios que vêm desvendando fatos, desaparecimentos ou homicídios de crianças e jovens estão, por vezes, ligados ao tráfico de órgãos. Não podemos perder de vista os lamentáveis crimes cometidos em Altamira, com a eliminação de um número significativo de jovens que tiveram seus corpos mutilados em clara atuação de grupos empenhados nesse comércio.
O tráfico de órgãos também assume a modalidade chamada “turismo de transplantes”, realizado por pacientes do Norte rico que viajam para comprar órgãos retirados de homens, mulheres e crianças de nações do Sul pobre onde essas transações não estão reguladas. Órgão humano tem tabela de preços: esta tabela é estipulada pela máfia. Relação de preços de órgãos humanos cobrados pelos criminosos: Coração; R$ 100 mil reais, córnea R$ 20 mil, Rim: R$ 80 mil reais, Fígado: R$ 30 mil, Pulmão: R$ 60 mil, Pâncreas: R$ 30 mil e o cadáver inteiro R$ 30 mil reais. Estima-se que corresponda ao tráfico, 5% dos transplantes de rins praticados no mundo. Mas a quantidade de transplantes de tecidos, entre eles os de córnea e válvula cardíaca, é muito maior, embora não haja números oficiais.
A Assembléia Mundial da Saúde, órgão reitor da OMS, acordou em 1991 uma série de “princípios-guia sobre transplantes de órgãos humanos”. Entre esses princípios figura a proibição de dar e receber dinheiro ou qualquer transação comercial na matéria, mas essa restrição não inclui os gastos com a recuperação, preservação e envio dos órgãos. Também enfatizam a proteção de menores de idade e outros setores vulneráveis da coerção ou indução imprópria para doar órgãos. A proibição do lucro também é essencial para consolidar um sistema de doações baseado no principio do altruísmo, tanto de doadores vivos como de falecidos, diz o estudo.

Alguns Casos...
Médicos são acusados de tráfico de órgãos
Brasileiros e romenos receberiam 6.000 dólares em média por seus rins
Cinco médicos sul-africanos são acusados de realizar transplantes ilegais de rins em pacientes israelenses, com órgãos comprados de brasileiros e romenos. Segundo a acusação, aconteceram 109 operações ilegais entre 2001 e 2003. "Os rins procediam inicialmente de cidadãos israelenses, mas depois foram recrutados cidadãos romenos e brasileiros, cujos rins eram muito mais baratos", afirma a acusação, reproduzida pela imprensa. Os israelenses recebiam em média 20.000 dólares por seus rins, enquanto brasileiros e romenos vendiam os órgãos por 6.000 dólares em média.

Rim para exportação
A polícia descobre o maior esquema de tráfico de órgãos humanos, com conexão na África do Sul
O comprador: um dos maiores pólos médicos do mundo, em Durban, na África do Sul. Os fornecedores: moradores da periferia do Recife. O valor: até US$ 10 mil por unidade. O produto: rins humanos. Esse é o resumo do maior caso de tráfico de órgãos no Brasil descoberto pela Polícia Federal, que prendeu 11 pessoas, inclusive dois israelenses. A ação, batizada de Operação Bisturi, transformou em inquérito uma das mais temidas lendas urbanas, a da máfia de retirada de órgãos humanos.

Moysés Lopes

Vestibular UESPI

O Vestibular da Universidade Estadual do Piauí – UESPI já se consolidou como o mais concorrido certame do Estado. Somando os últimos três anos foram mais de 118 mil inscritos oriundos de todo o Piauí bem como de fora dele. Para confirmar essa tradição, a Instituição lançou na última sexta-feira o edital do Processo Seletivo Vestibular UESPI 2010. As inscrições começam hoje (27) e seguem até o dia 15 de outubro de forma presencial ou via internet. Neste ano, a Universidade ampliou a oferta de vagas em relação ao ano passado, são 3.580 vagas destinadas somente ao regime regular. As outras modalidades como especial e a distância serão ofertadas em outros momentos.

Para os candidatos que solicitaram inscrição no processo de isenção de taxa e no sistema de cotas, as inscrições somente poderão ser efetuadas de forma presencial nos campi da UESPI no horário compreendido entre as 8h do dia 27 de setembro às 18h do dia 15 de outubro de 2010. Para os demais candidatos, as inscrições podem ser efetuadas de forma presencial ou via internet, no site da UESPI. A organização do Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos – NUCEPE pede uma redobrada atenção aos candidatos quanto ao envio da documentação exigida no quadro 3 do Edital, do contrário a inscrição NÃO será efetivada.

Os valores das taxas de inscrição continuam os mesmos do ano passado: R$ 90,00 para candidatos treineiros ou oriundos de escolas particulares; R$ 45,00 estudantes que concluíram todo o ensino médio em escola pública; R$ 27,00 para o estudante que concluiu o ensino médio, no período de 2006 a 2010, somente em escolas públicas piauienses. São considerados isentos aqueles candidatos que cujo pedido de isenção tenha sido deferido pela Pró – Reitoria de Extensão da UESPI – PREX; candidato doador de sangue ou medula óssea; portador de deficiência; ou concorrente ao sistema de vagas por cotas.
O Vestibular da UESPI continua específico. No primeiro dia serão aplicadas as provas de língua portuguesa, literatura, língua estrangeira e redação. No segundo serão realizadas as provas específicas conforme área do conhecimento. O processo seletivo este ano será realizado em 11 municípios do Piauí nos dias 5 e 6 de dezembro de 2010. O resultado deverá sair até o dia 4 de fevereiro de 2011.
(Fonte: www.uespi.br)
Moysés Lopes

10 de outubro de 2010

Organelas Citoplasmáticas

Lisossomos
Estrutura: pequenas vesículas com enzimas digestivas.
Função: digerir substâncias que penetram na célula por fagocitose ou pinocitose, além de digerir estruturas celulares desgastadas pelo uso.

Complexo de Golgi
Estrutura: conjunto de menbranas em forma de sacos, que estão sempre empilhados.
Função: armazena as substâncias produzidas no interior da célula.

Retículo endoplasmático
Estrutura: sistema de menbranas que se apresentam sob a forma de canalículos, tubos e sacos
Função: é onde circulam as substâncias fabricadas pela célula, é síntese de esteróides, inativa certos hormônios e substâncias nocivas à saúde.

Ribossomos
Estrutura: grânulos encontrados de forma livre no hialoplasma ou aderidos no retículo endoplasmático.
Função: está relacionado com as diversas sínteses proteicas que ocorrem no interior da célula.

Mitocôndrias
Estrutura: estruturas menbranosas.
Função: onde ocorre a respiração celular.

Cloroplastos
Estrutura: estruturas menbranosas que contém pigmentos verde.
Função: são responsáveis pela fotossíntese.
obs: essas estruturas não estão presentes em células animais.

Centríolos
Estrutura: cilindros tubulares.
Função: estão relacionados com a divisão e o esqueleto celular.

Vacúolo de suco celular
Estrutura: estão presentes principalmente nas células vegetais.
Função: participam do controle osmótico celular e do armazenamento de substâncias.
(Fonte: www.equipe5.blogspot.com)


Moysés Lopes

8 de outubro de 2010

RESISTÊNCIA DOS ESCRAVOS

No desenvolvimento do regime escravocrata no Brasil, observamos que os negros trazidos para o espaço colonial sofriam um grande número de abusos. A dura rotina de trabalho era geralmente marcada por longas jornadas e a realização de tarefas que exigiam um grande esforço físico. Dessa forma, principalmente nas grandes propriedades, observava-se que o tempo de vida de um escravo não ultrapassava o prazo de uma década.

Quando não se submetiam às tarefas impostas, os escravos eram severamente punidos pelos feitores, que organizavam o trabalho e evitavam a realização de fugas. Quando pegos infringindo alguma norma, os escravos eram amarrados no tronco e açoitados com um chicote que abria feridas na pele. Em casos mais severos, as punições poderiam incluir a mutilação, a castração ou a amputação de alguma parte do corpo. De fato, a vida dos escravos negros no espaço colonial era cercada pelo signo do abuso e do sofrimento.

Entretanto, não podemos deixar de salientar que a população negra também gerava formas de resistência que iam contra o sistema escravista. Não raro, alguns escravos organizavam episódios de sabotagem que prejudicavam a produção de alguma fazenda. Em outros casos, tomados pelo chamado “banzo”, os escravos adentravam um profundo estado de inapetência que poderia levá-los à morte.

Não suportando a dureza do trabalho ou a perda dos laços afetivos e culturais de sua terra natal, muitos negros preferiam atentar contra a própria vida. Nesse mesmo tipo de ação de resistência, algumas escravas grávidas buscavam o preparo de ervas com propriedades abortivas. Além disso, podemos salientar que o planejamento de emboscadas para assassinar os feitores e senhores de engenho também integrava esse corolário de ações contra a escravidão.

Segundo a perspectiva de alguns estudiosos, as manifestações culturais dos negros também indicavam outra prática de resistência. A associação dos orixás com santos católicos, a comida, as lutas (principalmente a capoeira) e as atividades musicais eram outras formas de se preservar alguns dos vínculos e costumes de origem africana. Com o passar do tempo, vários itens da cultura negra se consolidaram na formação cultural do povo brasileiro.

Do ponto de vista histórico, os quilombos foram a estratégia de resistência que melhor representou a luta contra a ordem escravocrata. Ao organizarem suas fugas, os negros formaram comunidades no interior das matas conhecidas como quilombos. Nesses espaços, organizavam uma produção agrícola autônoma e formas de organização sociopolítica peculiares. Ao longo de quatro séculos, os quilombos representaram um significativo foco de luta contra a lógica escravocrata.


Emanuella Sousa